sábado, 2 de julho de 2011

Relatos irmã Lúcia sobre o pedido de Nossa Senhora à devoção dos cinco primeiros sábados do mês

Amado de Deus, segue uma grande riqueza, a narração da irmã Lúcia sobre o pedido da devoção dos cinco sábados do mês.
Tome posse, desta riqueza, ela é para você, também!  
O pedido de Nossa Senhora a Irmã Lúcia:

    "Olha, Minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todo o momento Me cravam, com blasfêmias e ingratidões... sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar ... Tu, ao menos, vê de Me consolar".

A explicação de Nossa Senhora:

 "Ficando na capela, com Nosso Senhor, parte da noite do dia 29 para 30 deste mês de Maio de 1930 (sabemos que era seu costume ter uma hora santa das onze à meia-noite, especialmente às quintas-feiras, segundo os pedidos do Sagrado Coração de Jesus em Paray-le-Monial), e falando a Nosso Senhor das duas perguntas, quarta e quinta, senti-me, de repente, possuída mais intimamente da Sua Divina Presença. E, se não me engano, foi-me revelado o seguinte:
         ‘Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:
1.      As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2.      As blasfêmias contra a Sua Virgindade;
3.      As blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4.      Os que procuram publicamente infundir, no coração das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5.      Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens.
         Eis, Minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação ...’ 

A explicação que irmã Lúcia fez ao Padre Confessor:

"Quero em toda a Minha Igreja ...
pôr, ao lado da devoção
do Meu Divino Coração,
a devoção deste Imaculado Coração."
... Jesus à Irmã Lúcia



"Revmo. Senhor Doutor:
         Venho, com todo o respeito, agradecer a amável cartinha que a caridade de Vossa Reverência fez o favor de me escrever.
         Quando a recebi, e vi que ainda não podia atender aos desejos de Nossa Senhora, senti-me um pouco triste. Mas logo refleti que os desejos de Nossa Senhora eram que eu obedecesse às ordens de Vossa Reverência.
         Fiquei tranqüila e, no dia seguinte, quando recebi a Jesus Sacramentado, li-Lhe a carta e disse: ‘Ó meu Jesus! Eu, com a Vossa graça, a oração, a mortificação e a confiança, farei tudo quanto a Obediência me permitir e Vós me inspirardes; e o resto fazei-o Vós.’
         Assim fiquei até ao dia 15 de Fevereiro. Esses dias foram duma contínua mortificação interior. Pensava se teria sido um sonho, mas sabia que não; sabia que tinha sido realidade. Mas se eu tinha correspondido tão mal às graças recebidas até ali, como é que Nosso Senhor Se dignava aparecer-me outra vez?
         Chegava-se o dia de me ir confessar, e não tinha licença de dizer nada! Podia dizê-lo à Madre Superiora, mas durante o dia as minhas ocupações não mo permitiam! À noite, estava com dores de cabeça! E eu, temendo faltar à caridade, pensava: ‘Fica para amanhã! Ofereço-Vos este sacrifício, minha querida Mãe!’ E assim se passaram, um atrás do outro, todos os dias até hoje.
         No dia 15, andava eu muito ocupada com o meu trabalho, e quase nem disso me lembrava. E indo eu despejar um caixote do lixo fora do quintal  onde, alguns meses antes, tinha encontrado um menino a quem tinha perguntado se sabia a Ave-Maria, e, respondendo-me que sim, lhe mandei que a dissesse para eu ouvir. Mas como se não resolvia a dizê-la sozinho, disse-a eu com ele, três vezes. Ao fim das três Ave-Marias, pedi-lhe que a dissesse sozinho. Mas como se calou e não foi capaz de dizer a Ave-Maria sozinho, perguntei-lhe se sabia onde era a igreja de Santa Maria. Respondeu-me que sim. Disse-lhe que fosse lá todos os dias, e que dissesse assim: ‘Ó minha Mãe do Céu, dai-me o Vosso Menino Jesus!’ Ensinei-lhe isto, e vim-me embora.
No dia 15 de Fevereiro de 1926, voltando eu lá (a esvaziar um caixote do lixo), como é costume, encontrei de novo um menino que me parecia o mesmo da outra vez, e perguntei-lhe: ‘Então, tens pedido o Menino Jesus à Mãe do Céu?’ A criança volta-se para mim, e diz: ‘E tu? Tens espalhado pelo mundo aquilo que a Mãe do Céu te pediu?’ E, nisto, transforma-se num Menino resplandecente.
         "Conhecendo, então, que era Jesus, disse-Lhe:
         ‘Meu Jesus! Vós bem sabeis o que o meu confessor me disse na carta que Vos li. Dizia que era preciso que aquela visão se repetisse, que houvesse fatos para ser acreditada; e a Madre Superiora, sozinha, a espalhar este fato, nada podia.’
         É verdade que a Madre Superiora, só, nada pode; mas, com a Minha graça, pode tudo. E basta que o teu confessor te dê licença, e a tua Superiora o diga, para que seja acreditado, até sem se saber a quem foi revelado.’
         ‘Mas o meu confessor dizia na carta que esta devoção não fazia falta no mundo, porque já havia muitas almas que Vos recebiam nos primeiros sábados (do mês), em honra de Nossa Senhora e dos quinze Mistérios do Rosário.’
         ‘É verdade, Minha filha, que muitas almas os começam, mas poucas os acabam; e, as que os terminam, é com o fim de receberem as graças que aí são prometidas. Agrada-Me mais quem fizer os cinco (Primeiros Sábados) com fervor e com o fim de desagravar o Coração da tua Mãe do Céu, do que quem fizer os quinze, tíbio e indiferente. ’
         ‘Meu Jesus, muitas almas têm dificuldade em se confessar ao Sábado. Se Vós permitísseis que a confissão de oito dias fosse válida... ’
         ‘Sim. Pode ser; e de muitos dias mais, contanto que estejam em graça no primeiro sábado, quando Me receberem; e que, nessa confissão anterior, tenham feito a intenção de com ela desagravar o Sagrado Coração de Maria.’
         ‘Meu Jesus, e as que se esquecerem de formular essa intenção?’
         ‘Podem-na formular logo na confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tiverem para se confessar. "

PAZ!



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