terça-feira, 12 de março de 2013

Uma alma em graça não tem nada a temer do demônio

Olá!Nada melhor do que aprender com os santos...
Lembro-me certa vez, que conversava com uma amiga sobre algumas oportunidades em que eu via o demônio com os "olhos de minha alma" em certas situações e através do olhar de algumas pessoas.
Lembro-me bem que ela me disse: "Stelinha, você não precisa temer nada, o demônio é que tem medo do seu desejo de fazer a vontade de Deus e das horas que você passa diante do Sacrário".
Usou, ainda, ela este exemplo: "É a mesma coisa quando você está bronzeada, todo mundo já sabe que ficou exposta ao sol. Espiritualmente acontece com sua alma a mesma coisa, sempre que fica exposta ao SOL que é JESUS diante do Santíssimo ou do Sacrário... sua alma fica bronzeada pelo AMOR de DEUS e o demônio tem pavor disto! Foge de você! Fique tranquila, sempre que ver ou sentir o inimigo, mostre sua alma bronzeada e clame pelo SOL que é Jesus!"
E olha só, não é que minha amiga tinha razão? Veja o que nos relata a Santa Terezinha em seu livro "A História de uma alma"...

PAZ!


É forçoso que pare, pois não devo ainda falar-vos de minha juventude, mas da estouvadinha aos quatro anos de idade. Lembro-me de um sonho que devo ter tido por volta dessa idade e que me calou profundamente na imaginação. 

Sonhei uma noite que saía a passear sozinha pelo jardim. Chegando ao pé dos degraus que precisava subir para ali chegar, estaquei tomada de pavor. Diante de mim, rente ao caramanchão, havia uma barrica de cal e sobre a barrica dançavam, com espantosa agilidade, dois medonhos diabinhos, não obstante os ferros de engomar que tinham nos pés. De chofre lançaram sobre mim seus olhares chamejantes, mas ao mesmo instante, parecendo muito mais assustados do que eu, precipitaram-se da barrica abaixo e foram esconder-se na rouparia que ficava defronte.

Ao vê-los tão pouco valorosos, quis saber o que iriam fazer e acerquei- me da janela. Lá estavam os míseros diabinhos a correr por sobre as mesas, não sabendo o que fazer para se esquivarem do meu olhar. De vez em quando chegavam até a janela, e olhavam com um ar inquieto, se eu ainda estava lá e como sempre me avistassem, começavam a correr de novo como desatinados. - Sem dúvida, este sonho nada tem de extraordinário, acredito, no entanto, que o Bom Deus permitiu que guarde sua lembrança, a fim de me provar que uma alma em estado de graça nada deve temer dos demônios, que são uns poltrões, capazes de fugir diante do olhar de uma criança...

Extraído de História de uma Alma - Santa Teresinha

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