sábado, 20 de outubro de 2012

OCUPAÇÃO PREDILETA DE DEUS - PE JOSÉ KENTENICH

Olá amigo de Deus, bem vindo!
Antes de começar a ler, olhe esta foto do Senhor e deixe Seu Olhar alcançar seu coração hoje... 
Muitas verdades estou degustando através de um livro escrito pelo Pe Kentenich, "Abrigado em Deus Pai".
Vou aqui reproduzir um capítulo que me encantou, me elevou, me fez crescer... "Ocupação Predileta de Deus" , verdade muitas vezes doida, não é fácil reconhecer que o sofrimento é permitido pelo Pai para o seu próprio bem.
Entender a predileção de Deus significa que TUDO o que acontece comigo, seja dor, seja amor, seja alegria, seja sofrimento, está no Plano amoroso do Pai e, portanto, é o melhor que poderia acontecer na minha vida. Não é fácil mesmo não aceitar esta verdade, porém ela liberta e tira de nós toda "dó de si mesmo", toda auto-piedade, para nos fazer compreender que o sofrimento é necessário em nossa vida e até nos arriscar a dizer: Pobres daqueles que não sofrem e não sofreram...
Vou transcrever o capítulo aqui, pois assim sei que também esta verdade ficará gravada em minha mente e coração.
Lembra do capital de graças da Mãe de Deus? Antes de começar a ler, ofereça a Ela suas dores...
PAZ

"OCUPAÇÃO PREDILETA DE DEUS"


Devemos ter a mais viva convicção de que deus traçou um plano, não só um plano para o mundo, mas também um plano para minha vida pessoal. Quem concebeu este plano? Não só a sabedoria e a onipotência de Deus, mas também o amor de Deus. Por isso é um plano de sabedoria, de onipotência e principalmente um plano de amor: Isto é verdade. E o que isso significa? Se nos pudermos nos colocar vitalmente neste terreno com ambos os pés , com todo o nosso ser, estaremos sempre em segurança - mesmo que num ou outro caso não saibamos como agir. Mas se de antemão considerarmos: é um plano de amor, estaremos salvos. Então eu sei: neste plano há também o sofrimento. Ser filho da Providência significa: ter a certeza de que qualquer acontecimento, alegria, dor, desilusão é um elemento essencial doplano de sabedoria, onipotência e amor de Deus. O filho de Providência, em todas as situações se sente como o filho predileto de Deus. Não pensar que Deus esteja dormindo. Antes, é como se Deus e eu estivéssemos sozinhos no mundo tal o cuidado com que Ele toma em suas mãos os fios de minha existência. Eu, a ocupação predileta de Deus e Deus minha ocupação predileta pessoal! É isso o que significa na prática ser a ocupação predileta de Deus. Por isso o filho da Providência vive do espírito da Família, pois o espírito de Schoenstatt é o espírito da Providência. Podem, por isso, acrescentar uma outra expressão: faz parte de nossa estrutura, de nossa espiritualidade a filialidade singela. Por isso, não foi em vão que falamos de uma genialidade da ingenuidade. Ingenuidade não é primitivismo. Ingenuidade é filialidade, espírito da filialidade, espírito da providência.
Há alguns anos falamos exaustivamente sobre este assunto e caracterizamos este modo de pensar com algumas imagens. Sim, há coisas sobre as quais nunca é demais ouvir...
Um exemplo do tempo do após guerra - eu o guardei porque é muito impressionante. Depois da guerra por toda a parte havia carência de moradias. Em algum lugar no Norte, perto de Colônia,morava um jovem comerciante. Era casado e Deus também lhe concedera um filho. Mas a família vivia apertada num quarto. O comerciante tinha muita escrita a fazer. Podem imaginar o que acontecia: a mulher cozinhava, a criança gritava e o homem trabalhava. Resultado: o homem ficava irritado. a pobre mulher sofria com isso, mas como era sábia, lhe disse: deves consultar um psiquiatra. O homem se ôpos, mas finalmente resolveu aceitar o conselho. Porem a mulher não podia saber. Voltou para o quarto. O pequeno continuou a berrar, a mulher a cozinhar, mas o pai estava mudado, não se irritava mais. Então a mulher tomou coragem e perguntou-lhe:"Então, o que o médico lhe disse?" E ele respondeu: "Vamos nos alegrar e deixar que o pequeno grite, assim teremos depois um descendente sadio!" Ai se oculta muita sabedoria de vida. Façam-no do ponto de vista religioso: tornar objeto de nossa alegria tudo o que é difícil para nós. Com isso consegue-se superar a dificuldades. O que queremos? O que Deus quer. Mas isto não atinge o mais profundo do ser. Devo dizer a mim mesmo: "O que Deus quer é justamente isso que eu queria". Por exemplo: "Minha irmã, é histérica: é justamente isto que eu queria". Podem imaginar, com uma irmã assim não dá para brincar. Imaginem então se começarem lamentar!não: "É justamente isso que eu queria". Ou:" Antes eu tinha uma casa tão acolhedora , e agora...! E justamente isso que eu queria!" - Devem aceitar toda a cruz e sofrimento que os tortura interiormente. Sabem, sem sofrimento não podemos avançar. Quando ficamos mais velhos percebemos que ficamos mais isolados. Antes não se fazia nada sem nós e agora...! "É justamente isto que eu queria!"
Percebem quanta sabedoria de vida há em tudo isso? É a sabedoria de vida do filho da Providência. Isso deve penetrar até a carne e o sangue. O domínio da vida se manifesta no fato de dominarmos a alegria e o sofrimento... Uma outra imagem que me ocupou durante o tempo da prisão - uma imagem muito singela: uma mulher espera um filho. Essa mãe não vai preparar as melhores fraldas para seu filho? Esta imagem sempre me voltava à mente quando eu, depois de estar com excesso de trabalho, de repente fui colocado num calabouço. Agora tudo acabou. Humanamente falando, seria de sucumbir. O pensamento: "Sã as melhores fraldas que Deus preparou para ti" fizeram-nos superar tudo. Podem imaginar como esta imagem pode influir em nossa vida? É filho da Providência aquele que constata: és a ocupação predileta de Deus! Também em Dachau eu sempre mantinha a convicção interior: (estas) são as melhores fraldas! É a velha lei: quando um sarrafo está muito inclinado para esquerda eu quero endireitá-lo, devo dobrá-lo fortemente par a direita. Tenham particularmente diante de si, como meta, o que é difícil, tornando-o objeto da alegria- não só esteticamente mas sempre em relação com Deus.
Pe. José Kentenich - Schoenstatt 1950
Encontro da União Apostólica Feminina " 

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