segunda-feira, 15 de junho de 2015

EXPLICAÇÃO DO CREIO PARA ENCONTRO DE CATEQUESE


Olá queridos irmãos,
Hoje estou postando uma ajuda para encontros de catequese sobre a nossa profissão de fé "O Creio"!
Está bem fácil a explicação e acredito que pode ser dado em dois encontros para poder ser melhor aprofundado.
Espero que seja útil à você!
Deus lhe abençoe!
A PAZ!

Segue o esquema para o Encontro:



                         Meditando o Credo – Profissão de fé Católica

Creio em Deus Pai todo poderoso
> A fé em Deus nos leva a voltar só para Ele como nossa primeira origem e nosso fim último, e a nada preferir a Ele e nem substituí-lo por nada. Seu próprio ser é Verdade e Amor. Se não cremos que o amor de Deus é todo-poderoso, como crer que o Pai pôde os criar, o Filho, remir-nos, o Espírito, santificar-nos?
criador do céu e da terra
> Deus criou todas as coisas, homem e mulher. O homem foi feito senhor do mundo, mas EM DEUS. Ao desobedecer a Deus, vivendo livremente e separando-se do CRIADOR, (pecado original), Adão e Eva abrem as portas do mundo à morte (separação de Deus).
> A morte não estava no plano inicial. A aliança de fidelidade entre os homens e Deus foi assim rompida. Em Jesus, resgata-se a Aliança e cumprem-se as promessas de Deus de nos enviar o Salvador. Adão e Eva x Jesus e Maria.
> Os primeiros povoaram a Terra, os segundo repovoaram no AMOR DE DEUS restabelecendo a aliança e compromisso.
e em Jesus Cristo, seu único filho, Nosso Senhor,
> O nome de Jesus significa “Deus que salva”. A criança nascida da Virgem Maria é chamada “Jesus”, pois Ele salvará Seu povo de seus pecados” (Mt 1,21): “Não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12).
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo
> Deus, apesar de seu poder, só enviou seu filho mediante ao consentimento de Maria.  Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade de sua Pessoa Divina: por isso Ele é o único mediador entre Deus e os homens.
nasceu da Virgem Maria
> Maria foi escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus, Virgem antes e depois, aceitou com seu SIM a vontade de DEUS PAI em todos os instantes. Por não ter sido concebida com a mancha do pecado original, Maria não passa pela Morte e é levada em Corpo e Alma aos céus: Festa da Assunção.
> Aquela que introduziu na humanidade o Filho eterno de Deus não poderá nunca ser separada d’Aquele que se encontra no centro do desígnio divino concretizado na história… Ela é o caminho que conduz a Cristo: de facto, aquela que “ao anúncio do anjo acolheu no coração e no corpo o Verbo de Deus” (LG 53), nos mostra como acolher na nossa existência o Filho descido do céu, educando-nos a fazer de Jesus o centro e a “lei” da nossa existência…
A dignidade fundamental de Maria é aquela de “Mãe do Filho”, que vem expressa na doutrina e no culto cristão com o título de “Mãe do Filho”. Trata-se dum título surpreendente, que manifesta a humildade do Filho Unigénito de Deus na sua Encarnação e, em ligação com esta, o sublime privilégio concedido à criatura chamada a gerá-lO na carne (João Paulo II)! A virgindade de Maria é dogma de fé!
padeceu sob Pôncio Pilatos , foi crucificado, morto e sepultado,
> A voz do povo é a voz de Deus? Jesus realizou atos – como o perdão dos pecados – que o manifestaram como próprio Deus Salvador. Alguns judeus, não reconhecendo o Deus feito homem e vendo nele “um homem que se faz Deus”, julgaram-no blasfemo. Você gritaria para libertar Barrabás ou Jesus?
> Nossa salvação deriva da iniciativa de amor de Deus para conosco, pois “foi Ele quem nos amou e enviou seu Filho como vítima de expiação por nossos pecados” (1JO 4,10). “Foi Deus que em Cristo reconciliou o mundo consigo” (2COR 5,19)
>           Cristo morreu e foi sepultado (1 Cor 15,4-5). É importante afirmar que Jesus foi sepultado. A sepultura diz, antes de tudo, que Jesus foi um verdadeiro homem, um homem de carne e osso, um ser verdadeiramente “encarnado”, e que morreu verdadeiramente. Sendo sepultado Jesus compartilha totalmente a condição humana, “experimentando a morte” (Heb  2,9) e também
desceu a mansão dos mortos
> Cristo passou pela morte – apesar de não ter a mancha do pecado – por livre entrega e aceitação às vontades do Pai e para que fossem cumpridas as escrituras/promessas de Deus Pai. Bem-aventurados os que crêem sem acreditar, muitos só crêem quando podem ver.
>           Depois de morto, Jesus foi até junto dos mortos como salvador; foi levar-lhes os benefícios da sua morte redentora: “Foi anunciada a boa nova também aos mortos” (1 Pd 4,6). Os justos de anteriores gerações obtiveram a perfeição (Heb 12,23) e foram introduzidos  no santuário celeste atrás de Cristo morto e ressuscitado. Esta verdade de fé resume-se nas três  seguintes afirmações:  Jesus foi verdadeiramente morto; a sua morte redentora tem valor salvífico para todos os homens, também para os que viveram antes d’Ele; Jesus no seu encontro com os justos já mortos, comunicou-lhes a plenitude da comunhão com Deus. Assim, a descida à mansão dos mortos,  foi vitória sobre ela.
ressuscitou ao terceiro dia,
>           A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo (CIC 638); tudo se apoia sobre essa verdade como sólido fundamento. S. Paulo repete-o diversas vezes: Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé e permaneceis ainda nos vossos pecados (1 Cor 15,17). A ressurreição diz respeito, antes de tudo a Jesus - ela é o testemunho irrefutável de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, Salvador do Mundo. Mas também diz respeito a todos nós porque Jesus “com a sua morte nos liberta do pecado, e com a sua ressurreição nos dá acesso a uma nova vida, aquela dos filhos de Deus (CIC 654).  Se com Ele nos mantivermos firmes, reinaremos com Ele (2 Tm 2,11). Até que ponto a fé na ressurreição está presente no nosso coração e na nossa vida?
subiu aos céus, está sentado a direita de Deus Pai todo poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
> Tendo entrado uma vez por todas no santuário do céu, Jesus Cristo intercede sem cessar por nós como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo.
>              Quando afirmamos que Cristo como Senhor está “sentado à direita do Pai”, afirmamos a nossa fé que, apesar do pecado humano e de todas as suas consequências, Deus é e será vitorioso sobre todas as forças do mal e sobre a própria morte. Por fim todos os poderes e todos os chefes do mundo serão submetidos à sua soberania (cf Mt 20,20ss). O Senhor Jesus, exaltado pelo Pai, atua no mundo, também fora da Igreja, por amor do seu Reino. Isto ampara e reforça a nossa confiança no desenvolver a tarefa missionária da Igreja de anunciar a soberania de Cristo a todo o mundo… Os cristãos proclamam que as forças da morte e do mal foram vencidas e que Cristo agora reina com o Pai .
> O que é a Parusia? É a vinda Gloriosa de Jesus, que vem ao lado dos eleitos, resgatarem SEU POVO. Será que somos povo eleito e temos caminhado conforme a vontade de Deus Pai?Qual será o tempo necessário para plantar em meu coração a semente que me salvará? Até quando esperar?
Creio no Espírito Santo,
> por meio dele é que tudo acontece (Mt 1,23). O mar é Deus, o barco sou eu, EM CRISTO, e o vento que sopra e me faz movimentar é o Espírito Santo. Por meio do Espírito é que as coisas se realizam.
na Santa Igreja Católica,
> A palavra Igreja significa “convocação”. Designa a assembléia daqueles que a Palavra de Deus convoca para formarem o Povo de Deus e que, alimentados pelo Corpo de Cristo, se tornam Corpo de Cristo.
> A Igreja é ao mesmo tempo visível e espiritual, sociedade hierárquica e Corpo Místico de Cristo. Ela é uma, formada de um elemento humano e um elemento divino. Somente a fé pode acolher este mistério.
> A igreja é no mundo presente o sacramento da salvação, o sinal e o instrumento da comunhão de Deus e dos homens.
na comunhão dos Santos,
> A igreja é a comunhão das “Coisas Santas”, primeiramente a Eucaristia que realiza a unidade nos fiéis, em Cristo, formando um só corpo.
> Comunhão entre a Igreja Militante (nós os vivos), Igreja Padecente (purgatório) e Igreja Gloriosa (o céu), acreditamos que existe comunhão com o plano salvífico de Deus para humanidade!
na remissão dos pecados,
> Cristo pode remir de todo o pecado os que acreditam n’Ele. “Não existe nenhuma culpa, por mais grave que seja, que não possa ser perdoada pela Santa Igreja(CIC 982). Se não fosse esta remissão, viveríamos sem esperança. A remissão dos pecados revela-nos que Deus não se resigna perante o pecado, pois, em Cristo, nos escolheu para sermos seus filhos, e está empenhado em nos libertar de tudo o que impede que sejamos “santos e irrepreensíveis” (Ef 1,4)
> Jesus deu a Pedro as ‘chaves’ do céu, tendo o direito de ligar aos céus ou à terra (Mt 16, 19). O que Pedro e os demais apóstolos ligassem aos céus, Jesus confirmaria.
> O pecado é aquilo que desconecta o homem do Criador. Os apóstolos – do qual o clero hoje assume a função e descendência ao renunciarem suas vidas e seguir o Cristo – são quem têm o poder de desligar ou ligar aos céus (Sacramento da Confissão).
> Referência: Jo 20, 22-23
na ressurreição da carne                                               
> Esta parte influi diretamente num princípio muito divulgado por novelas e livros que é a Reencarnação. Jesus, tal como Lázaro e uma viúva (referência At 9, 36-43) voltaram à vida no mesmo corpo, o que implica e nega a proposta espírita de reencarnar.
> Ressurreição implica em volta gloriosa com Jesus e com o mesmo corpo. Reencarnar pressupõe voltar em corpo diferente (em algumas linhas a reencarnação pode ser até em animais ou plantas). Jesus nos mostrou que ‘reencarnação’ é um conceito errôneo e impossível.
 na vida eterna.
> Para que haja vida eterna, mais uma vez a ‘reencarnação’ se mostra fantasiosa. Isso porque ao morrermos e passarmos pelo Juízo Particular e Juízo Final, estaremos com Jesus no descanso dos eleitos; experimentando a Glória de Deus para sempre. Analisemos, se todos que morreram tiverem que voltar, o Paraíso ficaria vazio? Certamente que não, mostra-se a ressurreição como o único conceito possível e real.
> Jesus morreu na Cruz e Ressuscitou nos garantindo a vida eterna. O problema é que ao olharmos as coisas de Deus com os olhos do homem, muitas vezes pensamos: “não será a vida eterna tempo de mais?”. No evangelho, Jesus mesmo adverte: “A Cezar o que é de Cezar e a Deus o que é de Deus”. Não devemos confundir o divino com o humano, até porque corremos o risco de reduzir a importância e o poder do Pai.
>Bom, se quando estamos fazendo algo que gostamos muito não queremos deixar de fazer, estar em companhia d’Aquele que é o motivo de nossas vidas, a Razão, a Alegria e a Felicidade seria ruim?
Amém.

> Confirma a primeira palavra do CREDO que é “eu creio”. Significa “que assim seja”.

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